<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267</id><updated>2012-01-22T14:52:14.368-08:00</updated><title type='text'>Blog do José Vagner</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-6200569562038274090</id><published>2012-01-22T14:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T14:41:46.962-08:00</updated><title type='text'>Distribuição de Riqueza</title><content type='html'>Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor então disse, 'Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um 'A'...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam 'B'. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi 'D'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém gostou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da terceira prova, a média geral foi um 'F'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.&lt;br /&gt;O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Quando a recompensa é grande', ele disse, 'o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.'"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto atribuído a Adrian Rogers, 1931/2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-6200569562038274090?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/6200569562038274090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=6200569562038274090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/6200569562038274090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/6200569562038274090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2012/01/distribuicao-de-riqueza.html' title='Distribuição de Riqueza'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-6133043223133767982</id><published>2011-06-25T07:59:00.001-07:00</published><updated>2012-01-22T14:52:14.375-08:00</updated><title type='text'>A Herança Cultural da Inquisição Portuguesa</title><content type='html'>A Inquisição gerou uma série de comportamentos humanos defensivos na população da época, especialmente por ter perdurado na Espanha e em Portugal durante quase 300 anos, ou no mínimo quinze gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a Inquisição tenha terminado há mais de um século, a pergunta que fiz a vários sociólogos, historiadores e psicólogos era se alguns desses comportamentos culturais não poderiam ter-se perpetuado entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria, as respostas foram negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora alterassem sem dúvida o comportamento da época, nenhum comportamento permanece tanto tempo depois, sem reforço ou estímulo continuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou psicólogo nem sociólogo para discordar, mas tenho a impressão de que existem alguns comportamentos estranhos na sociedade brasileira, e que fazem sentido se você os considerar resquícios da era da Inquisição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo. Como se explica a enorme dificuldade de nossos intelectuais firmarem uma posição pessoal sobre um assunto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notória a posição dos intelectuais do PSDB, de estarem sempre "em cima do muro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos não conhecem a frase "Não sou a favor nem contra, muito pelo contrário", uma expressão coloquial pouco usada em outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro. Leia alguns textos de intelectuais e você notará que a maioria sempre cita dezenas de autores, a ideia é sempre do outro ou pelo menos atribuída ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passa por erudição pode ser uma tática de preservação da própria pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa Inquisição você não vai querer se expor defendendo suas próprias ideias, a saída é sempre atribuí-las a outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais difíceis neste país é saber o que se passa na cabeça de um mineiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, não permitir que alguém pudesse ler sua mente, ou chegar a uma aproximação de suas reais intenções, era uma condição básica de sobrevivência na Inquisição, algo que os mineiros cultivam até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa Constituição e nossas leis tentam sempre agradar a todos, somos sempre conciliadores, nunca há perdedores, mesmo que isso gere absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar pela Constituição de 1988, que consegue ser de esquerda, de direita e liberal ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariar alguém na época da Inquisição era contrair um potencial inimigo ou incentivar uma denúncia anônima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada me deprime mais do que uma pessoa humilde que me presta um serviço se despedir com a frase "Desculpe qualquer coisa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que alguém iria se desculpar por ter feito algo que ele nem mesmo sabe o que poderia ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma de se proteger de alguma denúncia posterior à Inquisição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Henrique Cardoso, em seu livro O Presidente Segundo o Sociólogo, define a imprensa brasileira como extremamente atenta ao deslize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um presidente anunciar o fim da pobreza no Brasil, segundo FHC, e no meio do discurso caírem seus óculos, a manchete e a foto de primeira página serão sobre a queda dos óculos, e não sobre o fim da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deslize era talvez o maior perigo de um português na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era justamente disso que a Inquisição ficava à procura. Se um português mencionasse que havia tomado banho na sexta, isso poderia ser considerado indício de que se tratava de um cristão-novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo português precisava se policiar diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa preocupação com o deslize e a consistência interna do discurso coloquial que explica a maioria de nossas piadas de portugueses, em que rimos de sua lógica extremamente rígida e hermética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, saindo de um hotel em Portugal às 5 da tarde, eu perguntei ao porteiro a que horas costumava escurecer naquela época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porteiro olhou para mim em pânico, provavelmente querendo decifrar o significado da pergunta capciosa que eu havia feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou minutos tentando achar uma resposta que não o comprometesse de nenhuma forma, uma resposta que não pudesse ser subjetiva, revelando o mais íntimo do seu ser, mas uma resposta calcada na lógica cristalina, pelo racional mais cartesiano possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente achou a resposta, sorriu e me disse: "Mas, meu senhor, aqui não escurece. Aqui em Portugal nós temos luz elétrica".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco a questão mais como uma hipótese a pesquisar, a de que nosso comportamento não foi determinado exclusivamente pelo índio, pelo negro nem pelo europeu, mas que uma boa parte foi moldada pelos quase 300 anos de Inquisição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blog.kanitz.com.br/2011/06/a-heran%C3%A7a-cultural-da-inquisi%C3%A7%C3%A3o-portuguesa.html"&gt;Stephen Kanitz&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-6133043223133767982?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/6133043223133767982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=6133043223133767982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/6133043223133767982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/6133043223133767982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2011/06/inquisicao-gerou-uma-serie-de.html' title='A Herança Cultural da Inquisição Portuguesa'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-3888782396230186545</id><published>2011-04-10T09:49:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T09:50:41.595-07:00</updated><title type='text'>Raul</title><content type='html'>Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente. Figuras sem um vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figuras como o Raul.&lt;br /&gt;Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade. Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio. Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim. Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena. Qualquer coisa que o Pena precisasse, o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu no que deu.&lt;br /&gt;O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas. No dia daformatura, o diretor da escola chamou o Pena de paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino. E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional. Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos. E quem era o chefe do Pena? O Raul. E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição? Ninguém na empresa sabia explicar direito. O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação. Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.&lt;br /&gt;Alguém tinha um problema? Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa. Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite. Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta. E eu perguntei ao Raul qual era a função dele. Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta. O Raul apoiava direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice-presidente de recursos humanos da empresa do Raul. E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:. .. ele entendia de gente.&lt;br /&gt;Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem maisprodutivos. E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma frase ótima: Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo. Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas. Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Max Gehringer (Jundiaí, 1949) é administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-3888782396230186545?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/3888782396230186545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=3888782396230186545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/3888782396230186545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/3888782396230186545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2011/04/raul.html' title='Raul'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-4051347292543572993</id><published>2010-04-27T09:06:00.001-07:00</published><updated>2010-04-27T09:06:23.730-07:00</updated><title type='text'>Pai de Direita</title><content type='html'>“Uma certa universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, ela estava convencida de que era de esquerda e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha de que o seu pai fosse empresário e conseqüentemente de direita, portanto, contrário aos programas socialistas e seus projetos que davam benefícios aos que mais necessitavam e cobrava impostos mais altos para os que tinham mais dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos seus professores e alunos sempre defendia a tese de distribuição mais justa das riquezas do país. Por tudo isso, um dia, ela decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto e perverso como a direita pregava. Seu pai ouviu pacientemente, como só um pai consegue fazer, todos os argumentos da filha e no meio da conversa perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você vai na faculdade ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou bem, respondeu ela. Minha média de notas é 9, estudo muito mas vale a pena. Meu futuro depende disso, eu sei ! Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aquela tua amiga Sônia, como vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela respondeu com muita segurança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito mal. A sua média é 3, ela passa os dias no shopping e namora o dia todo. Pouco estuda e algumas vezes nem sequer vai às aulas. Acho até que ela é meio burra. Com certeza, repetirá o semestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que tal se você sugerisse aos professores ou ao coordenador do curso para que sejam transferidos 3 pontos das suas notas para as da Sônia. Com isso, vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas, convenhamos, seria uma boa e democrática distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, indignada, retrucou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra nenhuma! Trabalhei muito para conseguir essas notas, enquanto a Sônia buscava o lado fácil da vida. Não acho justo que todo o trabalho que tive seja, simplesmente, dado a outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai, então, a abraçou, carinhosamente, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BEM-VINDA À DIREITA!!!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-4051347292543572993?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/4051347292543572993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=4051347292543572993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/4051347292543572993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/4051347292543572993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2010/04/pai-de-direita.html' title='Pai de Direita'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-5921631944173757143</id><published>2008-09-11T03:44:00.000-07:00</published><updated>2008-09-11T03:55:18.111-07:00</updated><title type='text'>Brasileiros e Brasilianos</title><content type='html'>Por 500 anos mentiram para nós. Esconderam um dado muito importante sobre o Brasil. Disseram-nos que éramos brasileiros. Que éramos cidadãos brasileiros, que deveríamos ajudar os outros, pagando impostos sem reclamar nem esperar muito em troca. Esconderam todo esse tempo o fato de que o termo brasileiro não é sinônimo de cidadania, e sim o nome de uma profissão. Brasileiro rima com padeiro, pedreiro, ferreiro. Brasileiro era a profissão daqueles portugueses que viajavam para o Brasil, ficavam alguns meses e voltavam com ouro, prata e pau-brasil, tiravam tudo o que podiam, sem nada deixar em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiros não vêem o Brasil como uma nação, mas uma terra a ser explorada, o mais rápido possível. Investir no país é considerado uma burrice; constituir uma família e mantê-la saudável, um atraso de vida. São esses brasileiros que viraram os bandidos e salafrários de hoje, que sonham com uma boquinha pública ou privada, que só querem tirar vantagem em tudo. Só que você, caro leitor, é um brasiliano. Brasiliano rima com italiano, indiano, australiano. Brasiliano não é profissão, mas uma declaração de cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rima com americano, puritano, aqueles abnegados que cruzaram o Atlântico para criar um mundo melhor, uma família, uma nova nação. Que vieram plantar e tentar colher os frutos de seu trabalho, sempre dando algo em troca pelo que receberam dos outros. Gente que veio para ficar, criar uma comunidade, um lar. Que investiu em escolas e educação para os filhos e produziu para consumo interno. Foram os brasilianos que fizeram esta nação, em que se incluem índios, negros e milhões de imigrantes italianos, espanhóis, japoneses, portugueses, poloneses e alemães que criaram raízes neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasilianos investem na Bolsa de Valores de São Paulo. Brasileiros investem em offshores nas Ilhas Cayman ou vivem seis meses por ano na Inglaterra para não pagar impostos no Brasil. Brasileiros adoram o livro O Ócio Criativo, de Domenico de Masi, enquanto os brasilianos não encontram livro algum com o título O Trabalho Produtivo, algo preocupante. Como dizia o ministro Delfim Netto, o sonho de todo brasileiro é mamar nas tetas de alguém. Quem está destruindo lentamente este país são os brasileiros, algo que você, leitor, havia muito tempo já desconfiava. Infelizmente, o IBGE não pesquisa a atual proporção entre brasileiros e brasilianos neste país. São as duas classes verdadeiramente importantes para entender o Brasil. Mais importante seria saber qual delas está aumentando e qual está diminuindo rapidamente, uma informação anual e estratégica para prevermos o futuro crescimento do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou fazer estimativa, deixarei o leitor fazê-la com base nas próprias observações, para sabermos se haverá crescimento ou somente a continuação do "conflito distributivo" deste país. O eterno conflito entre aqueles que se preocupam com a geração de empregos e aqueles que só pensam na distribuição da renda. Os brasilianos desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população. Uma Constituição feita pelos verdadeiros cidadãos, que estimule o trabalho, o investimento, a família, a responsabilidade social, a geração de renda, e não somente sua distribuição. Uma Constituição de obrigações, como a de construir um futuro, e não somente de direitos, de quem quer apenas garantir o seu. Precisamos escrever e reescrever nossos livros de história. Em vez de retratarmos o que os brasileiros (não) fizeram, precisamos retratar os belos exemplos e contribuições do povo brasiliano para esta terra. Um livro sobre a História Brasiliana, da qual teríamos muito que nos orgulhar. Vamos começar 2008 tentando ser mais brasilianos e menos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 500 anos de cultura brasileira que precisamos mudar, a começar pela nossa própria identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Veja, Editora Abril, edição 2040, ano 40, nº 51, 26 de dezembro de 2007, página 22&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-5921631944173757143?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/5921631944173757143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=5921631944173757143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/5921631944173757143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/5921631944173757143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2008/09/brasileiros-e-brasilienses.html' title='Brasileiros e Brasilianos'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-422487162649534926</id><published>2008-07-06T11:21:00.000-07:00</published><updated>2008-07-06T11:22:07.528-07:00</updated><title type='text'>O Cornudo Infiel</title><content type='html'>Há muito pouco tempo Jardel, um dos maiores ídolos da história gremista, confessou, de forma comovente, que passou um longo período envolvido com drogas e pediu uma chance para jogar no Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria uma oportunidade de retomar, no ocaso de sua carreira, uma trajetória vencedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscava ainda, visivelmente, como um filho, abrigo e conforto nos braços de quem o amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida tricolor gaúcha ficou comovida e pediu sua contratação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O caso repercutiu no País e todos esperaram pelas cenas do retorno de Jardel ao clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o presidente Paulo Odone permaneceu impassível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, a diretoria de futebol e o técnico Celso Roth ficaram insensíveis ao drama vivido pelo artilheiro que tantas alegrias deu ao clube; ficaram indiferentes aos e-mails, telefonemas, pedidos na rua e manifestações no estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer consideraram a possibilidade, ainda, que remota, de se construir uma das mais belas e humanas histórias do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agiram com pragmatismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com um pragmatismo burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque independente da recuperação do atleta, estava claro que o time ganharia a simpatia da opinião pública nacional, que a marca do patrocinador estaria nas manchetes de todos os meios de comunicação e que a torcida gremista responderia em massa, lotando ainda mais os estádios e até perdoando eventuais erros de Jardel, que poderia até entrar no segundo tempo dos jogos fáceis e já decididos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odone traiu o jogador que deu títulos ao clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traiu os aficcionados que, como nenhum outro clube no País, têm dado exemplos de reverência a antigos ídolos, como nos jogos em que aplaudiram e cantaram hinos em homenagem a Renato Gaúcho e Danrlei, ainda que estes estivessem defendendo novas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o presidente não traiu apenas Jardel e os torcedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma história que se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntem a Sandro Goiano e Galatto, dois dos heróis da Batalha dos Aflitos, o que sentem sobre a maneira como foram negociados, sobre a falta de qualquer transparência e de qualquer homenagem ao que fizeram e ao que representam para o clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O agora ultrajado Paulo Odone nunca julgou nenhuma Proposta Indecente quando o dinheiro foi oferecido diretamente para o Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendeu o jovem Carlos Eduardo (então com 20 anos de idade), por cerca de 8 milhões de euros para o Hoffenheim, da segunda divisão da Alemanha; o versátil e impetuoso Lucas (então com 20 anos) por 9 milhões de euros para o Liverpool; e o prodígio Anderson (então com 17 anos), por cerca de seis milhões de euros a um fundo de investimento português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que então um jogador de 30 anos, com um vínculo de poucos meses com o clube, não negociaria a si mesmo por cinco milhões de dólares?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que Roger deveria ter sido mais grato e honesto com o time que o recuperou para o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é injustificável que Odone pose agora de marido corno, aquele que é o último a saber, estupefato depois que o mandaram "se Catar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente fico mais indignado com a falta de competência da diretoria gremista em fazer um contrato que permitisse ao clube uma boa indenização no caso da saída do jogador (não aprenderam com o caso Ronaldinho?) e, principalmente, com a já citada recusa em abrigar Jardel (que esta semana acertou contrato com o Criciúma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indignação que cresce quando vemos o Grêmio receber de volta o jogador Tcheco, que sempre mostrou falta de futebol e responsabilidade nas horas decisivas, e o tosco centroavante que estava no Cruzeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era o que a alma castelhana e brasileira da torcida gremista pedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o argentino ama Gardel, o gremista ama Jardel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que alegria, que alegria teria sido um gol, um único gol que fosse, de Jardel novamente com a camisa do Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho impossível quando, para o presidente Odone, Marcel é o limite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por AIRTON GONTOW&lt;br /&gt;*Airton Gontow, 46 anos, é jornalista e cronista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-422487162649534926?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/422487162649534926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=422487162649534926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/422487162649534926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/422487162649534926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2008/07/o-cornudo-infiel.html' title='O Cornudo Infiel'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-9121652983605240879</id><published>2008-06-24T17:51:00.000-07:00</published><updated>2008-06-24T17:52:13.972-07:00</updated><title type='text'>O Professor de Bill Gates</title><content type='html'>Esta estória é meio lenda meio fato, mas merece&lt;br /&gt;ser contada como se fosse real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Bill Gates estudava em Harvard, ele tinha&lt;br /&gt;um professor de matemática fantástico e&lt;br /&gt;muito exigente. Tanto isso é verdade que Bill Gates&lt;br /&gt;se classificou em 18º lugar num teste nacional&lt;br /&gt;de matemática. Esse professor dava uma prova&lt;br /&gt;final dificílima e poucos alunos conseguiam acertar todas as questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se alguém conseguir acertar completamente esta prova, eu renunciarei ao meu cargo de Professor de matemática e trabalharei para ele", dizia o professor no início da prova, com total seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em inglês esta frase soa bem mais forte, tipo "eu serei seu subordinado para sempre", uma forma simpática de dizer que se aceita a derrota e que finalmente se encontrou alguém superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bill Gates foi o aluno que mais próximo chegou de encontrar todas as soluções, tendo errado uma questão, somente no finalzinho da dedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados vinte anos, se alguém for para Boston poderá encontrar o tal professor batendo a cabeça na parede de Harvard Square, balbuciando : "Por que eu fui tão rígido? Por que que eu fui tão rígido?’’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivesse sido menos rigoroso, o agora anônimo professor seria hoje, provavelmente, o segundo homem mais rico do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante dessa estória é o fato de que alunos de Harvard ouvem de seus professores o seguinte conselho: "Se um dia você encontrar alguém, um colega ou um subordinado, mais competente que você, faça dele o seu chefe, e suba na vida com ele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, um colega de trabalho que comece a despontar é imediatamente tachado de picareta, enganador e puxa-saco. Em vez de fazê-lo chefe, começa um lento e certeiro boicote ao talento. Nossa mania de boicotar chefes lembra a mentalidade do "Se hay gobierno soy contra". Nestas condições, equipes dificilmente conseguem ser formadas no Brasil, e temos um excesso de prima-donas, donos da verdade sem nenhuma equipe para colocar as idéias em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não aprendermos a escolher os nossos chefes imediatos, como iremos escolher deputados, governadores e presidentes da República ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares de jovens acreditam ingenuamente que, apesar de ter cabulado a maioria das aulas, quando adultos contratarão pessoas inteligentes que suprirão o que não aprenderem. Ledo engano, pessoas inteligentes são as primeiras a procurar parceiros competentes para trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor do que procurar as melhores empresas para trabalhar é procurar os melhores chefes e trocar de emprego quantas vezes seu chefe trocar o dele. Como fizeram as dezenas de programadores que decidiram trabalhar para a Microsoft, na época em que ela era dirigida por um fedelho de 19 anos e totalmente desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achar um bom chefe não é fácil. Temos muito mais informações sobre empresas do que sobre pessoas com capacidade de liderança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na próxima vez que encontrar um amigo para saber se o emprego dele paga bem, pergunte quem são os bons chefes e líderes da empresa em que ele trabalha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito melhor promover um subordinado a seu chefe se ele for claramente mais competente do que você, do que ficar atravancando a carreira dele e a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subordinar-se a um chefe competente não é sinal de submissão nem de servilismo, mas uma das melhores coisas que você poderá fazer para sua carreira. Embora ser o número 1 de uma organização seja o sonho de muitos jovens, a realidade é que 95% de sua carreira será desenrolada como o número 2 de algum cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pior decisão na vida do professor de Bill Gates foi a de não seguir o seu próprio conselho. Portanto fique de olho nos seus colegas de trabalho e faculdade que parecem ser brilhantes e tente trabalhar com eles no futuro. Eles poderão ser o caminho para o seu sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Veja, Editora Abril, edição 1552, nº 25, 24 de junho de 1998, página 21&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-9121652983605240879?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/9121652983605240879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=9121652983605240879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/9121652983605240879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/9121652983605240879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2008/06/o-professor-de-bill-gates.html' title='O Professor de Bill Gates'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-2524862048661368646</id><published>2007-12-15T16:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-09T13:11:02.882-08:00</updated><title type='text'>Um país mal administrado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/R2RyeXx3bUI/AAAAAAAAABA/F-c_7Ma6ZTI/s1600-h/pais02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/R2RyeXx3bUI/AAAAAAAAABA/F-c_7Ma6ZTI/s320/pais02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144362540468759874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Um                      país do tamanho do Brasil, com os recursos naturais e a população                      que tem, não é exatamente um país com problemas econômicos.&lt;/span&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Somos, sim, um                      país muito mal administrado. Não sabemos administrar os Estados,                      não sabemos administrar nossas dívidas, não sabemos administrar                      nossa previdência nem nossa segurança. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Nossos governantes                      e ministros normalmente não são formados em administração                      nem fizeram aqueles cursos de MBA que proliferam por aí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; A maioria dos                      nossos ministros nunca trabalhou numa das 500 maiores empresas                      do país, nem como presidente nem como diretor. Fernando Henrique                      Cardoso teve como ministros muitos professores brilhantes,                      que administravam sessenta obedientes alunos e de um momento                      para o outro passaram a administrar mais de 5.000 funcionários                      públicos, sem formação em administração, recursos humanos,                      motivação, liderança nem avaliação de desempenho. Teriam sido                      bons assessores, não executivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Embora o Brasil                      forme administradores públicos competentes, eles são os primeiros                      a ser preteridos para os principais cargos da administração                      pública. O escolhido é amigo de campanha ou colega da época                      estudantil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Os Estados Unidos                      são a maior potência econômica não pela qualidade de suas                      teorias econômicas, mas pela qualidade de suas teorias administrativas.                      Algumas são modismos, outras funcionam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Embora a imprensa                      americana sempre se refira ao governo como administração Bush                      ou "the Clinton administration", poucos jornais brasileiros                      usariam a expressão administração Cardoso para descrever nosso                      governo. Lacan explica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Quarenta por                      cento dos colunistas americanos são gurus de administração,                      como Peter Drucker, Tom Peters e Michael Porter, que disseminam                      diariamente o mantra da eficiência, competência e boa administração.                      No Brasil, eles são substituídos por ex-ministros que escrevem                      justificando seus erros no governo e sobre como se deveria                      "administrar" o estrago que deixaram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Em pleno século                      XXI, temos pouquíssimos administradores com uma coluna fixa                      na grande imprensa brasileira. Todo jornal brasileiro tem                      seu caderno de economia. Por que não criar os cadernos de                      engenharia, de sistemas, de advocacia ou de administração                      para poder ouvir as outras profissões que têm contribuições                      a dar sobre os problemas do país?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; No rol dos alunos                      famosos da Harvard Business School há dezenas de ministros                      que serviram ao governo. George W. Bush foi meu calouro em                      Harvard, onde ele aprendeu a defender a indústria americana                      como ninguém, algo que Fernando Henrique Cardoso obviamente                      não aprendeu em seu curso de sociologia. O problema de Bush                      é que Harvard não nos ensina a fazer guerra, matéria em que                      Saddam Hussein e Osama bin Laden são professores. Ele poderia,                      confesso, ter tido algumas aulas de relações exteriores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Nunca tivemos                      no Brasil um presidente formado em administração nem que tenha                      sido presidente de uma das 500 maiores empresas privadas antes                      de dirigir todo um país. Criticaram Lula, mas ele poderá ser                      o primeiro presidente a ter pelo menos trabalhado numa das                      500 maiores empresas privadas do Brasil, as Indústrias Villares.*                      Vamos manter essa inovação em 2006.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; O presidente                      Vicente Fox, do México, por ter sido presidente da Coca-Cola,                      aprendeu a negociar duro com os americanos. Muitos de seus                      ministros foram escolhidos de forma profissional, por uma                      empresa de headhunting, a Korn/Ferry International, que vasculhou                      o país à procura dos mais competentes executivos mexicanos.                      Em dois anos, o PIB do México já ultrapassou o do Brasil,                      embora não somente por essa razão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Vamos torcer                      para que o próximo presidente e os próximos governadores não                      se atenham somente a seus amigos de campanha ou a pessoas                      sem experiência nem formação em administrar enormes organizações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Vamos rezar para                      que sejam escolhidos para o primeiro escalão do governo executivos                      de primeira e ministros com experiência administrativa, que                      tomem decisões não por critérios políticos, mas por critérios                      de custos e eficiência. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Tivemos dois presidentes que trabalharam em  estatais.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;                   &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0);" align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Stephen Kanitz é administrador  (&lt;a href="http://www.kanitz.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 152, 48);"&gt;www.kanitz.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                   &lt;p style="color: rgb(255, 255, 0);" align="left"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Editora                      Abril, Revista Veja, edição                      1772, ano 35, nº 40, 9 de outubro de 2002 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-2524862048661368646?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/2524862048661368646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=2524862048661368646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/2524862048661368646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/2524862048661368646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2007/12/um-pas-mal-administrado.html' title='Um país mal administrado'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/R2RyeXx3bUI/AAAAAAAAABA/F-c_7Ma6ZTI/s72-c/pais02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-136041684368852878</id><published>2007-12-11T13:11:00.001-08:00</published><updated>2007-12-11T17:23:46.005-08:00</updated><title type='text'>Os Gaúchos</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;em&gt;“O Rio  Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da  família.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Arial,Helvetica;font-size:100%;"  &gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A gente  gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil. Até o  começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem  era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um  jeito diferente de ser.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Começa  que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de  coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia. Depois, tem  a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez  de café.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas o  mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho. A gente rigorosa do sul  não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como  cariocas e baianos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Em  lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que  precisou ser conquistado à unha dos espanhóis. Há quem interprete que foi o  desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o  famoso temperamento belicoso dos sulinos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;É uma  teoria - mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem  de Luis Fernando Veríssimo, que recebia seus pacientes de bombacha e esporas,  berrando: “Mas que frescura é essa de neurose, tchê?”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Todo  gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê-la. Mesmo  que tenha de pagar o preço em sangue e luta. Gaúcho que se preze já nasce  montado no bagual (cavalo bravo). E, antes de trocar os dentes de leite, já é  especialista em dar tiros de laço. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ou  seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente do jeito americano,  porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou  armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou  três.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Mas por  baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma  reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos  e costumes locais. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam  versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros  gauchismos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Um dos  poemas prediletos é “Chimarrão”, do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem  estrofes como: “E a cuia, seio moreno / que passa de mão em mão / traduz no meu  chimarrão / a velha hospitalidade da gente do meu rincão.” (bem, tirando o  machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito). Esse  regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos,  sempre acusados de se sentir superiores ao resto do País. Não é verdade - mas  poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Rio  Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil,  de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e  o da população mais longeva da América Latina (sendo Veranópolis a terceira  cidade do mundo em longevidade) segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda  tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models (eu já  sabia!!!)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Além do  gaúcho, chamado de machista, qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de  chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)? Macanudo, tchê. Ou,  como se diz em outra praças: “legal às pampas”, uma expressão que, por sinal,  veio de lá. Aos meus amigos gaúchos, um forte  abraço!”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Autor Desconhecido&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-136041684368852878?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/136041684368852878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=136041684368852878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/136041684368852878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/136041684368852878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2007/12/os-gachos-por-arnaldo-jabor.html' title='Os Gaúchos'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850717469681591267.post-993811090029553066</id><published>2007-12-09T11:56:00.001-08:00</published><updated>2007-12-09T11:56:58.588-08:00</updated><title type='text'>SE</title><content type='html'>Se és capaz de manter tua calma, quando,&lt;br /&gt;todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.&lt;br /&gt;De crer em ti quando estão todos duvidando,&lt;br /&gt;e para esses no entanto achar uma desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de esperar sem te desesperares,&lt;br /&gt;ou, enganado, não mentir ao mentiroso,&lt;br /&gt;Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,&lt;br /&gt;e não parecer bom demais, nem pretensioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,&lt;br /&gt;de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.&lt;br /&gt;Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,&lt;br /&gt;tratar da mesma forma a esses dois impostores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,&lt;br /&gt;em armadilhas as verdades que disseste&lt;br /&gt;E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,&lt;br /&gt;e refazê-las com o bem pouco que te reste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de arriscar numa única parada,&lt;br /&gt;tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.&lt;br /&gt;E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,&lt;br /&gt;resignado, tornar ao ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forçar coração, nervos, músculos, tudo,&lt;br /&gt;a dar seja o que for que neles ainda existe.&lt;br /&gt;E a persistir assim quando, exausto, contudo,&lt;br /&gt;resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,&lt;br /&gt;e, entre Reis, não perder a naturalidade.&lt;br /&gt;E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,&lt;br /&gt;se a todos podes ser de alguma utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se és capaz de dar, segundo por segundo,&lt;br /&gt;ao minuto fatal todo valor e brilho.&lt;br /&gt;Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,&lt;br /&gt;e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rudyard Kipling&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850717469681591267-993811090029553066?l=josevagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://josevagner.blogspot.com/feeds/993811090029553066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850717469681591267&amp;postID=993811090029553066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/993811090029553066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850717469681591267/posts/default/993811090029553066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://josevagner.blogspot.com/2007/12/se.html' title='SE'/><author><name>Jose Vagner P Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12997786960935361520</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_vFkCS1o4w7M/SMKPMWvIvWI/AAAAAAAAABM/Q7ZN-i7tV2s/S220/foto.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
